
O coeficiente de 1,0224 reflete uma subida moderada face à inflação, equilibrando os interesses de proprietários e inquilinos.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou que o coeficiente de atualização das rendas para 2026 será de 1,0224, o que corresponde a um aumento de 2,24%. Este valor, calculado com base na variação média do índice de preços no consumidor (sem habitação) dos últimos 12 meses, determina o limite máximo de atualização das rendas habitacionais e comerciais no próximo ano.
A decisão representa uma subida moderada em comparação com anos anteriores, refletindo a estabilização da inflação em Portugal. Para os inquilinos, significa um aumento contido nas despesas com habitação, após períodos de forte pressão sobre os orçamentos familiares. Já para os proprietários, a atualização assegura a manutenção do valor real das rendas, num contexto de custos crescentes com manutenção e impostos sobre o património.
O coeficiente agora definido será publicado em Diário da República, tornando-se vinculativo a partir de janeiro de 2026. Os especialistas consideram que esta atualização está em linha com a tendência de moderação económica e poderá contribuir para maior previsibilidade no mercado de arrendamento. Ainda assim, alertam que o equilíbrio entre proteção dos arrendatários e incentivo ao investimento imobiliário continuará a ser um dos maiores desafios da política de habitação em Portugal.