O número de pessoas inscritas nos centros de emprego diminuiu 9,3% em Agosto, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo o IEFP, havia 273.723 desempregados registados.
Na comparação com Julho, porém, o total aumentou 1,7%. Os dois indicadores apontam, assim, em direcções diferentes: a situação melhorou face a Agosto do ano passado, mas deteriorou-se ligeiramente no espaço de um mês.
A leitura conjunta das variações homóloga e mensal ajuda a contextualizar os dados do mercado de trabalho. O registo do IEFP acompanha as pessoas inscritas nos serviços de emprego e não deve ser confundido com outras medidas estatísticas do desemprego.
As empresas comunicaram 407 despedimentos colectivos até Agosto, segundo dados da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT). O número representa uma subida de 13,4% face ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com a informação divulgada, este é o registo mais elevado desde 2020. O indicador contabiliza as comunicações feitas pelas empresas e ajuda a acompanhar a evolução de processos colectivos no mercado de trabalho.
Os dados não descrevem, por si só, a situação de cada empresa ou a totalidade das alterações no emprego. Ainda assim, a comparação anual oferece um sinal relevante para acompanhar a actividade empresarial e a evolução do mercado laboral nos próximos meses.
O maior sindicato da Alemanha, o IG Metall, propôs uma semana de trabalho de quatro dias para os setores da indústria e automóvel antes da próxima ronda de negociações com o governo no início do próximo ano.
O sindicato alemão IG Metall propôs uma redução na semana de trabalho, passando a ser de quatro dias por forma a prevenir que milhares de cidadãos vão para o desemprego, informa o “DW” este domingo, 16 de agosto.
O maior sindicato da Alemanha, o IG Metall, propôs uma semana de trabalho de quatro dias para os setores da indústria e automóvel antes da próxima ronda de negociações com o governo no início no próximo ano. Seria “a resposta às mudanças estruturais em setores como a indústria automóvel”, referiu o presidente do sindicato Jörg Hoffman ao jornal nacional alemão “Süddeutsche Zeitung”.
A indústria automóvel alemã sustenta cerca de 830 mil pessoas e contribui com cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. No início deste ano, uma agência de investigação financiada pelo governo indicou que na pior das hipóteses, mais de 400 mil empregos na indústria automobilística alemã podem desaparecer até 2030.
Nas próximas negociações sindicais, Jörg Hoffman afirmou que o IG Metall vai pedir um aumento salarial para os trabalhadores, apesar da recessão. O maior sindicato industrial europeu representa os trabalhadores de construtoras como a Audi, BMW e Porsche.
Empresas como a Daimler, ZF e Bosch já fizeram acordos neste verão para reduzir as horas de trabalho dos seus trabalhadores.
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