Pôr no terreno uma diversidade tão grande de apoios sociais, com grande abrangência e frequentes alterações – como aconteceu em 2020 – é um trabalho muito exigente. Mas isso não serve de desculpa, serve apenas para pôr a nu as fragilidades que já lá estavam.
Uma das medidas emblemáticas do Orçamento suplementar foi tornar mais acessível o subsídio de desemprego, reduzindo de doze para seis meses o prazo de garantia, para quem perdeu o emprego durante o estado de emergência ou de calamidade. A medida só foi regulamentada em novembro e, como noticiou ontem o Negócios, só chegou a 600 pessoas, quando o universo de potenciais beneficiários é extraordinariamente maior.
Este é só um de vários exemplos da incapacidade da Segurança Social em aplicar as medidas aprovadas e fazê-las chegar ao terreno. Aconteceu o mesmo nas baixas de doentes covid ou nas prestações para sócios-gerentes, independentes e informais. Mais recentemente foram as dívidas “mistério” no sistema a travar os apoios à restauração e comércio.
O Governo é exímio nos anúncios e na propaganda, mas depois falha na execução. Ora sem execução, as medidas não passam de uma fraude.
A legislação produz, vezes demais, um mar de dúvidas e incertezas em que os regimes se afogam. O que significa que ou as leis são mal feitas, ou há falta de coordenação na sua aplicação, ou ocorrem ambas em simultâneo.
A falta de eficácia passa também pela incapacidade informática do Instituto da Segurança Social. Agora que vem aí dinheiro europeu a rodos para a transição digital da Administração Pública, está aberto o caminho para resolver o problema. Com processos melhores e mais automatizados, haverá muitos funcionários que poderão ser libertados para tarefas que realmente criam valor para os beneficiários.
Mas isso não basta. É preciso mudar uma cultura em que o défice de informação dos cidadãos sobre detalhes jurídicos serve para lhes negar direitos e fomentar um acesso desigual e arbitrário aos subsídios. Vezes sem conta são capturados numa teia burocrática e kafkiana que exige quantidades incríveis de energia para dela sair.
Há ainda a prepotência evidenciada nos relatórios da provedora de Justiça, que dão conta da cobrança de dívidas inexistentes, penhoras bancárias ilegais, atrasos na devolução de quantias cobradas indevidamente e notificação tardia e incorreta de prazos de pagamento.
Um Estado social que se preze não pode continuar a ter uma Segurança Social à margem do Estado de direito.
fonte: negocios.pt
Para 2021 não haverá alteração dos escalões de IRS pelo que, pelo menos por essa via, o IRS não descerá. Por outro lado, o limiar mínimo de subsistência será de, pelo menos €9.215,01 podendo ainda ser revisto em alta de modo a acompanhar um eventual aumento do Salário Mínimo Nacional.
A lista de concelhos é aquela que identifica os concelhos que, a partir de 4 de novembro e até 15 de novembro, estão sujeitos a medidas especiais com o objetivo de conter a velocidade de contágio no âmbito da pandemia de COVID-19.

O maior sindicato da Alemanha, o IG Metall, propôs uma semana de trabalho de quatro dias para os setores da indústria e automóvel antes da próxima ronda de negociações com o governo no início do próximo ano.
A Segurança Social está a negar o acesso ao novo lay-off a “um número muito elevado de empresas” que estão fechadas face à pandemia de coronavírus. Isto porque está a considerar que não estão incluídas no grupo de estabelecimentos com entrada “garantida” neste regime por terem sido forçados a parar a atividade pelo estado de emergência. A denúncia é feita pela Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), que defende que, tendo em conta esta situação, o lay-off simplificado “ainda não está estabilizado”.
Como no ano passado, o prazo de entrega da declaração anual do IRS aplica-se a todas as tipologias de rendimentos, independentemente de se tratar de trabalho, de pensões, de capitais ou prediais (rendas), tendo de ser feita exclusivamente por via electrónica, através do Portal das Finanças.