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Economia portuguesa mantém trajetória de crescimento acima da média europeia

Economia portuguesa mantém trajetória de crescimento acima da média europeia

As perspetivas económicas para Portugal continuam relativamente positivas quando comparadas com o restante espaço europeu. As projeções mais recentes indicam que a economia portuguesa deverá continuar a crescer a um ritmo superior ao da média da Zona Euro nos próximos anos.

Para 2025, estima-se que o Produto Interno Bruto (PIB) português avance cerca de 1,9%, podendo acelerar para 2,1% em 2026. No mesmo período, a economia da Zona Euro deverá crescer apenas 1,2% em 2025 e 1,0% em 2026. A diferença não é enorme, mas revela alguma capacidade de resistência da economia nacional num contexto europeu mais frágil.

Parte desta resiliência vem do mercado de trabalho, que continua relativamente sólido. O emprego tem-se mantido estável e os rendimentos das famílias beneficiaram de algumas alterações fiscais recentes e da atualização de pensões. Estes fatores ajudam a sustentar o consumo interno.

Mas há mais.

A execução dos fundos europeus poderá tornar-se um dos principais motores da atividade económica nos próximos dois anos. À medida que o atual quadro financeiro da União Europeia se aproxima do final (previsto para 2027), é expectável uma aceleração na utilização desses recursos, sobretudo em países como Portugal, Espanha e Itália.

Ao mesmo tempo, o ambiente económico europeu continua desafiante.

Apesar da inflação estar a abrandar, o crescimento da região permanece fraco. Alguns países apresentam mesmo sinais de estagnação económica. França e Itália deverão crescer pouco acima de meio ponto percentual, enquanto a Alemanha recupera lentamente após um período de contração.

A política monetária também entra numa nova fase.
Com a inflação a aproximar-se da meta de 2%, os bancos centrais europeus poderão realizar apenas mais um corte nas taxas de juro antes de interromper o atual ciclo de descidas.

Mesmo com juros mais baixos, o consumo pode não reagir de imediato. A confiança das famílias permanece reduzida e muitas optam por manter níveis de poupança elevados.

Outro fator de incerteza surge no comércio internacional. Novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos podem penalizar a economia europeia. Estima-se que o impacto possa reduzir o PIB da União Europeia em cerca de 1% até 2026.

Portugal também deverá sentir efeitos, embora mais limitados. As projeções apontam para uma redução potencial de cerca de 0,7%, em grande parte porque a exposição direta da economia portuguesa ao mercado norte-americano é relativamente menor do que a de outros países europeus.

No balanço geral, o cenário português continua moderadamente positivo.
Mas não está garantido.

Manter um crescimento consistente dependerá cada vez mais de investimento em produtividade, inovação e competitividade empresarial. Sem esses fatores estruturais, a atual estabilidade económica poderá revelar-se temporária.

Portugal tem demonstrado capacidade de adaptação. O desafio agora é transformar essa resiliência num crescimento duradouro.

Economia portuguesa lidera crescimento na zona euro com 2,4% no 3.º trimestre

Economia portuguesa lidera crescimento na zona euro com 2,4% no 3.º trimestre

Dados preliminares do INE mostram um desempenho acima da média europeia, impulsionado pela procura interna e consumo privado.

A economia portuguesa voltou a destacar-se no contexto europeu ao registar um crescimento de 2,4% no terceiro trimestre, segundo dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Este desempenho coloca Portugal entre as economias com maior expansão na zona euro, num período marcado por desaceleração económica em vários Estados-membros e por um enquadramento internacional ainda incerto.

De acordo com o INE, a evolução positiva do Produto Interno Bruto (PIB) foi sobretudo impulsionada pela procura interna, com destaque para o consumo privado. As famílias mantiveram níveis de consumo relativamente robustos, beneficiando da melhoria do mercado de trabalho, do aumento gradual dos rendimentos e de uma maior estabilidade dos preços face aos picos inflacionistas registados em anos anteriores.

O investimento também contribuiu para o crescimento económico, apoiado pela execução de projetos financiados por fundos europeus, nomeadamente no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Este fluxo de investimento tem tido impacto em áreas como a construção, a transição energética e a modernização empresarial, reforçando a capacidade produtiva da economia nacional.

Em contraste com o desempenho português, várias economias da zona euro continuam a enfrentar desafios significativos, incluindo crescimento anémico, fragilidade do consumo e impacto prolongado das taxas de juro elevadas. Neste contexto, os resultados de Portugal reforçam a perceção de resiliência económica e de uma trajetória de crescimento mais equilibrada.

Apesar dos dados positivos, os especialistas alertam para a necessidade de prudência nos próximos trimestres. A evolução do contexto internacional, a política monetária do Banco Central Europeu e a capacidade de manter a dinâmica do investimento serão fatores determinantes para a sustentabilidade do crescimento. Ainda assim, os números agora divulgados confirmam que a economia portuguesa tem conseguido posicionar-se acima da média europeia, consolidando a sua recuperação.

Recuperação da economia portuguesa impulsionada pelo consumo privado

Portugal registou, no segundo trimestre de 2025, um crescimento económico de 0,6% em cadeia, revertendo a contração de 0,4% do trimestre anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
No plano anual, o PIB cresceu 1,9%, acima dos 1,7% do trimestre anterior. Este desempenho deve-se, sobretudo, à retoma dos consumos privados, motor essencial da atividade económica.
Apesar deste impulso, o Banco de Portugal reviu em baixa a previsão de crescimento para o ano inteiro, reduzindo-a de 2,3% para 1,6%, devido às tensões no comércio internacional.
O Governo mantém, contudo, uma posição mais otimista, mantendo a expectativa em 2,1%.
Este cenário sugere alguma resiliência da economia portuguesa, mas também reforça a necessidade de políticas que fomentem o investimento, diversifiquem os mercados de exportação e incentivem o consumo sustentável.

Ministro das Finanças Prevê Crescimento Económico Acima de 3% a Médio Prazo

Joaquim Miranda Sarmento, Ministro das Finanças, demonstrou otimismo em relação ao futuro económico de Portugal, prevendo um crescimento sustentado da economia com uma taxa superior a 3% a médio prazo. Estas expectativas otimistas refletem a confiança do Governo nas reformas estruturais que estão a ser implementadas e na capacidade do país de atrair investimento e melhorar a competitividade da sua economia.

Segundo o Ministro, as reformas planeadas pelo Governo incluem medidas-chave como a redução progressiva do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC), o que tornará Portugal mais atrativo para empresas nacionais e estrangeiras. A diminuição da carga fiscal empresarial é vista como uma estratégia para incentivar a criação de novos negócios, aumentar os níveis de emprego e promover o investimento em setores estratégicos.

Além disso, a simplificação fiscal é outra prioridade fundamental. O Governo tem como objetivo reduzir a burocracia associada ao sistema tributário, facilitando o cumprimento das obrigações fiscais para empresas e particulares. Esta simplificação permitirá que os agentes económicos se concentrem mais no crescimento e na inovação, contribuindo diretamente para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) potencial do país.

Outro pilar importante das reformas é a reestruturação do mercado laboral, que visa aumentar a flexibilidade e a eficiência do mercado de trabalho em Portugal. O Governo pretende promover a qualificação dos trabalhadores, facilitar a transição para novas áreas de emprego e reduzir as barreiras à contratação, criando assim um ambiente mais dinâmico e favorável ao crescimento económico.

Em suma, o Ministro das Finanças sublinhou que estas reformas estruturais são essenciais para consolidar o crescimento económico de Portugal. A meta de alcançar uma taxa de crescimento económico acima de 3% a médio prazo demonstra a ambição do Governo em garantir um desenvolvimento sustentável, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos e reforçando a posição do país na economia global.

Conselho de Finanças Públicas Prevê Dívida Pública de 82,7% do PIB em 2037

O Conselho de Finanças Públicas (CFP) apresentou recentemente as suas projeções para a evolução da dívida pública em Portugal, antecipando uma redução significativa até 2037. De acordo com o relatório, a dívida pública deverá representar 82,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nesse ano, um progresso importante face aos níveis atuais. Esta previsão surge como um reflexo de um esforço continuado para garantir a sustentabilidade das finanças públicas, em linha com as metas estabelecidas pelas instituições europeias.

A descida projetada é sustentada por políticas orçamentais rigorosas e pela contenção do défice público, embora o CFP alerte para os desafios que poderão afetar esta trajetória. Entre os principais obstáculos estão as questões demográficas, como o envelhecimento da população, que poderá pressionar as despesas públicas, particularmente na segurança social e na saúde. Além disso, a baixa produtividade económica é apontada como outro fator de risco que poderá dificultar o ritmo de crescimento necessário para suportar esta redução da dívida.

Segundo o CFP, é essencial que Portugal continue a implementar políticas que promovam o crescimento económico sustentável. Reformas estruturais no mercado de trabalho e no sistema educativo, bem como incentivos ao investimento privado, são vistas como fundamentais para aumentar a competitividade do país. Paralelamente, a disciplina orçamental deverá ser mantida para evitar desvios que possam comprometer os objetivos de redução da dívida.

Outro ponto relevante destacado pelo relatório é a importância de aproveitar o contexto atual de taxas de juro relativamente baixas. Este cenário oferece uma oportunidade para renegociar ou reestruturar parte da dívida pública, o que pode reduzir o peso dos encargos financeiros no orçamento do Estado. No entanto, o CFP alerta que o aumento das taxas de juro nos mercados internacionais poderá representar um risco adicional no médio e longo prazo.

Em conclusão, as projeções do Conselho de Finanças Públicas oferecem uma perspetiva moderadamente otimista para a evolução da dívida pública em Portugal, mas destacam a necessidade de um compromisso contínuo com reformas e políticas prudentes. A sustentabilidade das finanças públicas depende de um equilíbrio entre o controlo da dívida e a promoção de condições que favoreçam o crescimento económico.

Aumento do Investimento da Indústria Europeia em Investigação e Desenvolvimento (I&D)

A indústria europeia registou, em 2023, um aumento de 9,8% no investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D), superando o crescimento médio observado a nível global. Este avanço destaca o compromisso das empresas europeias em reforçar a inovação, procurando manter uma posição competitiva no mercado internacional.

Portugal, como parte da União Europeia, beneficia deste contexto de crescimento, com empresas nacionais a intensificarem os seus esforços para modernizar processos, criar novos produtos e adotar tecnologias emergentes. Este cenário é particularmente relevante para empresários que buscam explorar novas oportunidades de mercado e diferenciar-se através da inovação.

O aumento no investimento em I&D está a ser impulsionado por setores estratégicos, como o da tecnologia, saúde e energia renovável, com o objetivo de enfrentar desafios globais, como a transição energética e a digitalização. Para os empresários portugueses, isto traduz-se numa maior disponibilidade de parcerias internacionais, fundos europeus e incentivos fiscais destinados à inovação.

As mudanças do Orçamento de Estado 2024 nas PMEs

A proposta de Orçamento do Estado para 2024 tem um foco direcionado para famílias e pensionistas, com poucas medidas específicas voltadas para as empresas.
Algumas medidas no entanto podem impactar as Pequenas e Médias Empresas (PME), são elas:

1. Reforço do incentivo fiscal à capitalização das empresas: A remuneração sobre investimento com capitais próprios terá uma taxa de benefício maior, baseada na Euribor a 12 meses acrescida de um diferencial de 1,5% a 2%. Esta majoração do benefício será de 50% em 2024, 30% em 2025 e 20% em 2026.

2. Bónus aos trabalhadores isento de IRS e TSU: Empresas que aumentem salários em média 5% ou mais poderão conceder bónus isentos de IRS e TSU, independentemente do salário base do trabalhador.

3. Salários de trabalhadores qualificados elegíveis para benefícios fiscais ao investimento: Os custos salariais de trabalhadores qualificados (com mestrado ou superior) serão incluídos no cálculo dos benefícios fiscais para projetos de investimento em Portugal.

4. Redução das tributações autónomas na compra de viaturas: As taxas de tributação autónoma na aquisição de viaturas serão reduzidas para veículos com custo de aquisição inferior a 35.000 euros.

5. Incentivo ao abate de carros: Criação de um incentivo ao abate de carros mais antigos, com o objetivo de promover a descarbonização do parque automóvel.

6. Apoio extraordinário a encargos com eletricidade e gás: Gastos e perdas com eletricidade e gás podem ser majorados em 20%, considerando o período entre janeiro de 2023 e 2024.

7. Alargamento do regime das stock options a fundadores: O regime fiscal das stock options será alargado a membros de órgãos sociais e a entidades que tenham criado o plano no ano de sua constituição ou no primeiro ano de atividade.

8. Redução da taxa de IRC para startups: Startups (com menos de 10 anos de atividade, menos de 250 trabalhadores e volume de negócios inferior a 50 milhões de euros) terão uma redução da taxa de IRC de 17% para 12,5% aplicável aos primeiros 50 mil euros de matéria coletável.

Além disso, a proposta prevê um aumento significativo do salário mínimo nacional, atingindo 820 euros em 2024, com o objetivo de chegar a 900 euros em 2026, representando o maior aumento anual do salário mínimo nacional.

O contexto económico é desafiador, com taxas de juro elevadas, o arrefecimento da economia europeia e preocupações sobre a inflação. A economia portuguesa está prevista para crescer 1,5% em 2024, acima da média da zona euro, que se espera cresça apenas 1,0%. Estas são as últimas previsões do Banco Central Europeu (BCE).

Para mais informações contacte-nos.

Remuneração bruta mensal média por trabalhador sobe 6,7% no 2.º trimestre

No decorrer do segundo trimestre, verificou-se um notável aumento de 6,7% na remuneração bruta total média mensal por trabalhador, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse incremento levou o valor médio a atingir os 1.539 euros. É importante destacar que este aumento aconteceu pela segunda vez consecutiva desde novembro de 2021.

A ascensão na remuneração bruta total mensal média tem implicações significativas para o cenário económico e para o padrão de vida dos trabalhadores. Ela reflete uma possível melhoria nas condições do mercado de trabalho e no valor atribuído às competências e contribuições dos colaboradores. O aumento da remuneração pode também ser um reflexo de ajustes salariais devido a fatores como inflação, negociações coletivas ou uma maior demanda por certas habilidades no mercado.

Essa tendência ascendente pode influenciar positivamente o consumo, já que os trabalhadores com remunerações mais elevadas possuem maior poder de compra, contribuindo assim para o crescimento económico. Além disso, pode também influenciar a satisfação e o engajamento dos funcionários, uma vez que salários mais atrativos podem contribuir para um ambiente de trabalho mais motivador e recompensador.

No entanto, a interpretação desses dados deve ser feita com cuidado. Por um lado, um aumento na remuneração média pode mascarar disparidades salariais substanciais entre diferentes setores e grupos de trabalhadores. Por outro lado, um aumento rápido e excessivo nos salários pode levar a pressões inflacionárias, afetando os custos das empresas e potencialmente prejudicando a estabilidade económica.

A análise destes dados também deve ser considerada à luz das flutuações económicas e das dinâmicas do mercado de trabalho. Uma única tendência ascendente não pode ser tomada como garantia de desenvolvimento sustentável a longo prazo. As autoridades económicas, juntamente com os especialistas em política económica, precisam avaliar continuamente o contexto económico geral para garantir que os aumentos salariais estejam alinhados com a saúde e estabilidade da economia.

Por fim, este aumento na remuneração bruta total mensal média é um indicador relevante do panorama económico do país. No entanto, sua interpretação requer uma análise abrangente das dinâmicas económicas, das políticas salariais das empresas e das implicações para a estabilidade e crescimento económico a longo prazo.